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Sobre o Plano

Estude a Beleza na História Cultural – do Mundo Clássico ao gótico internacional catalão (sécs. V a. C. – XV d. C.) com o Prof. Dr. Ricardo da Costa.

No plano mensal as aulas serão liberadas gradualmente (12 por mês) e você conseguirá completar o curso em, no mínimo, doze meses.

Metodologia:

Aulas expositivas com data-show para apresentação e análise de material iconográfico relativo aos três recortes temporais (Antiguidade, Idade Média e Gótico Internacional Catalão).

O conteúdo basear-se-á em análise histórico-filosófica dos períodos, com estudos de caso selecionados que constam da Bibliografia.

Como suporte teórico, utilizaremos os três níveis de compreensão de uma obra de arte propostos por Erwin Panofsky (1892-1968): 

a) Primário (nível mais elementar de entendimento: a percepção das formas puras de uma obra); 

b) Secundário (conhecimento convencional – histórico/cultural – de uma expressão artística); 

c) Iconológico (conhecimento dos contextos histórico, técnico e cultural de uma obra). Para os textos literários da Coroa de Aragão, o suporte interpretativo será baseado nas traduções de Ricardo da Costa das obras de Ramon Llull (especialmente o Livro das Maravilhas), Curial e Guelfa e O Sonho.

Serão analisados extratos de obras clássicas e medievais em que o conceito de beleza é tratado. São esses os autores (e os subtemas):

  1. Platão e o Belo como ponto de partida para a contemplação das substâncias ideais
  2. Aristóteles e o Belo como simetria (grandezaordem)
  3. Cícero (106-7 a. C.) e a Beleza como firmeza espiritualimagem mental
  4. Sêneca (4 a. C. – 65 d. C.): a arte como imitação da natureza e na representação do artista
  5. Plotino (c. 204-270): a Beleza como Bem
  6. Agostinho (354-430) e a totalidade da Beleza
  7. Boécio (c. 480-525) e Cassiodoro (c. 485-580): a Beleza da Música
  8. Beleza no Renascimento Carolíngio (sécs. VIII-IX)
  9. Os cistercienses e a Beleza da medida adequada (séc. XII)
  10. Os vitorinos e a Beleza mística (séc. XII)
  11. Roberto Grosseteste (1168-1253) e a estética da luz 
  12. São Boaventura (1221-1274) e o afã pelo Belo
  13. Alberto Magno (c. 1200-1280) e a redução do Belo à forma
  14. Tomás de Aquino (1225-1274) e o Belo que agrada à vista
  15. Ramon Llull (1232-1316) e a beleza das coisas corporais, mais amada pelos homens do que a beleza das coisas espirituais
  16. Dante (1265-1321) e a Beleza do Amor 

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Programa

Módulo 1Artes e artistas – O grande despertar (Grécia, sécs. VII-V a. C.) e o Império do Belo (a Grécia e o mundo grego, sécs. IV a. C. a I d. C.).

Módulo 2Romanos, budistas, judeus e cristãos (sécs. I-IV) – Caminhos – Roma e Bizâncio (sécs. V-XIII) – A Arte Ocidental em fase de assimilação – Europa (sécs. VI-XI).

Módulo 3A Igreja Militante (séc. XII). Estudo de casodeambulatório dos anjos: o claustro do mosteiro de Sant Cugat del Vallès (Barcelona) e a vida cotidiana e monástica expressa em seus capitéis (séculos XII-XIII).

Módulo 4A Igreja Triunfante (séc. XIII). Estudo de casoATaula de Sant Miquel do mestre de Soriguerola (Baixa Cerdanha – Catalunha).

Módulo 5Cortesãos e burgueses (o século XIV). Estudo de casoCodex Manesse.

Módulo 6: A Beleza nos clássicos da Coroa de Aragão: Félix ou O Livro das Maravilhas de Ramon Llull, Curial e GuelfaO Sonho

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Ementa: Para apresentar a história do desenvolvimento das expressões artísticas e literárias no Ocidente e na Coroa de Aragão (com seus clássicos literários Félix ou O livro das MaravilhasCurial e GuelfaO Sonho), a proposta do curso basear-se-á fundamentalmente no historiador da arte Ernst Hans Josef Gombrich (1909-1991), A História da Arte, com o enriquecimento bibliográfico de três obras de Erwin Panofsky (1892-1968): Idea: a evolução do conceito de belo (1924), O significado das artes visuais (1939) e Arquitetura gótica e escolástica (1951), além da trilogia de Gina Pischel (História Universal da Arte) e os trabalhos por nós desenvolvidos e relacionados à literatura da Coroa de Aragão.

Ao binômio Gombrich/Panofsky será acrescentado ao conteúdo das aulas meus próprios trabalhos acadêmicos sobre arte medieval, em forma de estudos de caso, além das considerações histórico-metodológicas que Peter Burke (1937- ) desenvolve em seu trabalho Testemunha ocular (2001).

Apresentaremos obras artísticas do período selecionado de diferentes naturezas (esculturas, pinturas, afrescos, vitrais, bordados, móveis, miniaturas) para que, ao final do curso, os estudantes adquiram uma noção mais ampla e rica do que foi – e é – o patrimônio cultural e artístico de nossa tradição civilizacional, a ocidental. Da Grécia antiga ao inclassificável século XV.

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Fontes primárias

ARISTÓTELES. Retórica. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 2005.

BERNAT METGE. O Sonho (trad.: Ricardo da Costa). Texto ainda inédito e gentilmente cedido pelo tradutor especialmente para esse curso.

BOÉCIO. La Consolación de la Filosofía. Madrid: Alianza Editorial, 2008.

CURIAL E GUELFA (trad. e notas: Ricardo da Costa). University of California, Santa Barbara: Publications of eHumanista, 2011.

PLATÓN. Hipias Mayor. Madrid: Editorial Gredos, 2006.

PLATÓN. Fedro. Madrid: Editorial Gredos, 2004.

PLATÓN. Fédon. Madrid: Editorial Gredos, 2004.

PLATÓN. República. Madrid: Editorial Gredos, 2003.

PLOTINO. Enéadas. Madrid: Editorial Gredos, 1998.

RAMON LLULL. Félix ou O Livro das Maravilhas (apres., trad. e notas: Ricardo da Costa). Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal – 95. Local: São Paulo. Editora: Editora Escala. Ano de publicação: 2009, 02 volumes.

SAN AGUSTÍN. Confessiones. Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1951.

SAN AGUSTÍN. Sobre la Música. Madrid: Editorial Gredos, 2007.

SAN AGUSTÍN. De la verdadera religión. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1948.

SAN AGUSTÍN. La Ciudad de Dios. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1959.

SEUDO DIONISIO AREOPAGITA. Teologia Mística. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1995.

Bibliografia

Estudos de caso

COSTA, Ricardo da, e GRAU-DIECKMANN, Patricia. “El relato del Génesis en el Tapís de la Creació (siglos XI-XII): la transcendencia en la Estética Medieval”.In: LÉRTORA MENDONZA, Celina (et. al.). Filosofía medieval: continuidad y rupturas: XIV Congreso Latinoamericano de Filosofía Medieval – Actas I. Buenos Aires: FEPAI, 2013 (e-Book), p. 463-481.

COSTA, Ricardo da, e DANTAS, Bárbara. “Bondade, Justiça e Verdade. Três virtudes marianas nas Cantigas de Santa Maria e no Livro de Santa Maria, de Ramon Llull”. In: SALVADOR GONZÁLEZ, José María (org.). Mirabilia Ars 2 (2015/1). El Poder de la Imagen. Ideas y funciones de las representaciones artísticas.
Barcelona: Institut d’Estudis Medievals, UAB, Jan-Jun 2015, p. 84-103.

COSTA, Ricardo da. “Estética do Corpo na Filosofia e na Arte da Idade Média: texto e imagem”. InTrans/form/ação, Marília, v. 35, p. 161-178, 2012 Edição Especial

COSTA, Ricardo da. “Ramon Llull (1232-1316) e a Belezaboa forma natural da ordenação divina”. InRevista Internacional d’Humanitats. Ano XIII, n. 18, 2010, p. 21-28. 

COSTA, Ricardo da. “A luz deriva do bem e é imagem da bondade”: a metafísica da luz do Pseudo Dionísio Areopagita na concepção artística do abade Suger de Saint-Denis”. InScintilla. Revista de Filosofia e Mística Medieval. Curitiba: Faculdade de Filosofia de São Boaventura (FFSB), Vol. 6 – n. 2 – jul./dez. 2009, p. 39-52. 

COSTA, Ricardo da. “deambulatório dos anjos: o claustro do mosteiro de Sant Cugat del Vallès (Barcelona) e a vida cotidiana e monástica expressa em seus capitéis (séculos XII-XIII)”. In: LAUAND, Luiz Jean (coord.). Revista MIRANDUM, n. 17, Ano X, 2006, p. 39-58. 

COSTA, Ricardo da. “Taula de Sant Miquel (séc. XIII) do mestre de Soriguerola (Baixa Cerdanha – Catalunha)”. In: CAVALCANTI, Carlos M. H. (dir.). História, imagem e narrativas. Rio de Janeiro: Revista Eletrônica, n. 2, ano 1, abril/2006.

COSTA, Ricardo da. “Codex Manesse: quatro iluminuras do Grande Livro de Canções manuscritas de Heidelberg (século XIII) – análise iconográfica. Primeira parte”. In: LEÃO, Ângela, e BITTENCOURT, Vanda O. (orgs.). Anais do IV Encontro Internacional de Estudos Medievais – IV EIEM. Belo Horizonte: PUC Minas, 2003, p. 266-277. 

COSTA, Ricardo da. “As relações entre a Literatura e a História: a novela de cavalaria Curial e Guelfa”. In: BUTIÑÁ & CORTIJO (eds.). Literatura, Llengua i Cultura de la Corona d’Aragó, volume 1, 2012, p. 84-98. 

COSTA, Ricardo da. “Uma jóia medieval no alvorecer do Humanismo: a novela de cavalaria Curial e Guelfa (século XV)”. In: MONGELLI, Lênia Márcia (org.). De cavaleiros e cavalarias. Por terras de Europa e Américas. São Paulo: Humanitas, 2012, p. 539-549. 

COSTA, Ricardo da. “Os sonhos e a História: Lo somni (1399) de Bernat Metge”. InRevista de lenguas y literaturas catalana, gallega y vasca. Anuario de filología catalana, gallega y vasca (RLLCGV). Madrid: UNED, Año 2012, volumen XVII, p. 15-30.

Obras de referência

BURKE, Peter. Testemunha ocular. História e Imagem. Bauru/SP: EDUSC, 2004.

DAVY, Marie-Madeleine. Iniciación a la simbología románica. El siglo XII. Madrid: Akal, 2007.

GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 2011.

PANOFSKY, E. Significado nas artes visuais. São Paulo: Perspectiva, 1991.

PANOFSKY, E. Arquitetura gótica e escolástica. São Paulo: Perspectiva, 1991.

PANOFSKY, E. Idea: a evolução do conceito de belo. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

PISCHEL, Gina. História Universal da Arte. São Paulo: Melhoramentos, 1966, 03 volumes.

Depoimento:

“4 motivos para fazer o curso A Beleza no Instituto Angelicum:

1. Abrange um grande período histórico, possibilitando ao aluno a apreensão de uma visão global sobre a História da Arte, algo que é muito interessante para quem busca uma introdução a esta área do conhecimento;

2. A competência intelectual do Prof. Dr. Ricardo da Costa, que indubitavelmente se constitui um dos maiores pesquisadores brasileiros a respeito da Idade Média;

3. A qualidade do conteúdo tratado nas aulas, sob os aspectos iconográfico e teórico;

4. A relevância do aprendizado da História da Arte, que se conecta às mais diversas áreas do conhecimento e expande a nossa visão de mundo, aos nos despertar para o fato de que o estudo da Arte é imprescindível para o estudo da História, constituindo-se um meio relevante para a obtenção de informações sobre diferentes culturas e tradições.”

Antonio Gabriel
Licenciando em Geografia Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)


OBS: O Prof. Dr. Ricardo da Costa abrirá mão de seus honorários em prol do Instituto Angelicum.

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